Célia Sampaio temperou sua carreira artística no rico e diversificado caldeirão cultural dos ritmos maranhenses. Escolheu o reggae para soltar a voz de sua alma guerreira.
Fez apresentações na Alemanha, já atuou como Backing Vocal de cantores de reggae da cena internacional, tais como, Erick Donaldson e Judy Boucher. Também fez shows no Estado do Pará.
Em 1999, no SESC – POMPÉIA/São Paulo, ano de sedimentação da trajetória da artista, participou do Projeto NORDESTE, fazendo a abertura do show da cantora maranhense Rita Ribeiro.
A partir de então, Célia Sampaio ganha visibilidade diante de outros artistas de renome no mercado nacional, como: Virginia Rodrigues, Mestre Ambrósio, Chico César e Nação Zumbi, dominando o espaço cênico como os grandes atores e atrizes brincam com o palco. E, sobretudo, encanta platéias como só os pássaros libertos conseguem fascinar em plena mata. Essa história não é de hoje, não. É um aprendizado que vai da dança moderna e jazz, o contato permanente com os grupos de dança popular e do folclore, dança afro - primitiva, bumba - meu - boi, passando a interpretar as músicas - temas do Bloco Afro - Akomabu, bloco de uma das mais importantes entidades de Movimento Negro do Maranhão, CCN - aonde chegou a ser instrutora de dança, chegando a participar durante cinco anos da banda de reggae, a GUETOS, originária do referido Movimento.
De quebra, a experiência de puxar o Bloco Afro Akomabu em desfiles/apresentações, Célia Sampaio interpreta de modo magistral músicas consagradas dos grandes grupos de afoxé da Bahia.
No ano de 2000, Célia lançou seu primeiro CD solo intitulado “Diferente”, que é uma das faixas deste disco, o presente trouxe composições de Alê Muniz, Mano Borges, Chico César, Gerson da Conceição, Paulinho Akomabu, além de música de sua própria autoria.
E a trajetória de vida da cantora deste show a credencia para receber o titulo de “Mulher Rainha”, pois Célia Sampaio traz no sangue a luta pela valorização e dignificação das mulheres negras (e não-negras) no cenário artistico-musical e social.